SEJA BEM VINDO(A) AO MEU BLOG....

Esse espaço foi criado para que possamos divulgar nossos trabalhos e de outros profissionais, trocar experiências, dar nossas opiniões, questionar, refletir, criticar e buscar soluções aos problemas enfrentados hoje no contexto escolar. "Devemos juntos cuidar de nossas crianças, afinal o nosso futuro e País está nas mãos dessa nova geração"



MUITO ALÉM DE UMA PORTA -Texto: Dr. Içami Tiba (Psicoterapeuta).



Se você encontrar uma porta à sua frente, poderá abri-la ou não. Se você abrir a porta, poderá ou não entrar em uma nova sala. Para entrar, você vai ter que vencer a dúvida, o titubeio ou o medo. Se você venceu, você deu um grande passo: nesta sala vive-se. Mas também tem um preço: são inúmeras as outras portas que você descobre. O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta. A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em acertos, quando, com eles, se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno. A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobre-se outras tantas portas. A vida enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas.Ela privilegia quem descobre seus segredos, e generosamente oferece afortunadas portas. Mas a vida também pode ser dura e severa: se você não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela sua frente. É a repetição perante a criação. É a monotonia cromática perante o arco-íris. É a estagnação da vida. Para a vida, as portas não são obstáculos, são apenas diferentes passagens.








sábado, 17 de abril de 2010

O SUCESSO DA CAMPANHA : "CARA LIMPA CONTRA AS DROGAS"

   É com enorme alegria que inofrmo que a nossa Campanha foi um sucesso absoluto, mais de 5.000 particpantes, para um município de aproximadamento 20.000 habitantes e proximos a fronteira da Bolívia, superamos as expectativas.
  Houve a presença de alunos de todas as Escolas do município, bem como a participação de outras representatividades de Cacéres, Porto Esperidião, Mirassol do Oeste, Araputanga e Cuiabá. A camapnha não parou nesse dia, a proposta agora é de que a mesma se desenvoa em todo o decorrer do nosso ano, sempre com novas atividades que envolvam a comunidade e mobilize para a necessidade de se atentar a esse grande "mal" que é a droga na vida de tantas pessoas, visto que não atinge só o usuário, mas sua família e a sociedade como um todo.
  PARABÉNS PARA TODOS OS ENVOLVIDOS NESSE TRABALHO !!!!VAMOS EM FRENTE....

PIADAS DO COTIDIANO ESCOLAR.

   No Maternal


   Às dez horas a professora serviu leite e biscoitos aos alunos da escola maternal, procurando chamar a atenção para as boas maneiras à mesa. Uma garotinha derramou por gosto o seu copo de leite, e a professora preparou-se para enfrentar um problema de disciplina.

- Muito bem, quando você derrama o leite em casa, que é que sua mãe faz? - perguntou
A menina baixou os olhos para a toalha e respondeu:
- Vou dizer-lhe uma coisa: ela não fica aí parada, olhando. Ela vem e limpa.


  Os Peixinhos...


  No maternal, uma menininha chega correndo e diz à professora:
- Professora corra que a Pati está olhando os peixinhos lá no tanque do parque.
diz a professora:
- Tudo bem Clarinha, olhar peixinhos não tem problema...
Esclarece Clarinha:
- Acho melhor a senhora ir logo, é que ela está debaixo da água junto com eles...

* sitededicas.uol.com.br

sexta-feira, 16 de abril de 2010

ARTIGO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL

  Pesquisas científicas sobre desenvolvimento infantil deixam evidente a real importância dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e social dos seres humanos. A educação infantil tem um papel fundamental na formação do indivíduo e reflete em uma melhora significativa no aprendizado da criança.
  Dados do IBGE mostram que apenas 40% das 21,7 milhões de crianças brasileiras entre 0 e 6 anos estavam matriculadas em creches ou escolas em 2004 e cerca de 13% daquelas de 0 a 3 anos freqüentavam creches. Ou seja, a universalização da educação não vale para todos os segmentos.
  Trabalhar a democratização do ensino nos primeiros 6 anos de vida é essencial para melhorar o índice de aprendizado dos alunos, estimular desde cedo a busca pelo conhecimento e eliminar as diferenças de origem sócio-econômica no desempenho de crianças de 1ª série. Não é por acaso que, na França, os professores precisam ter mestrado para trabalhar com os pequenos e são tão bem remunerados quanto os que lecionam no nível superior.
  Uma amostra de como o ingresso na escola desde cedo faz diferença é o índice de repetentes na 1ª série do Ensino Fundamental, monitorado pela Unesco e pelo OCDE em 48 países. O Brasil tem a taxa mais alta com 32%, ante 1% da Rússia e China. Essa realidade condena um terço da população brasileira ao atraso e mexe desde cedo com a auto-estima das crianças.
  É na creche ou pré-escola que os pequenos começarão a se conhecer e a conhecer o outro, a se respeitar e a respeitar o outro, e a desenvolver suas habilidades e construir conhecimento.
(Autora do texto: Regina Scarpa é Coordenadora Pedagógica da Fundação Victor Civita).

Obs: Texto publicado no Jornal da Tarde, 30/08/06.



REFLEXÃO : CAIXA DE FERRAMENTAS

Escrito por Rubem Alves em Educação dos Sentidos.


Caixa de ferramentas

  Resumindo: são duas, apenas duas, as tarefas da educação. Como acho que as explicações conceituais são difíceis de aprender e fáceis de esquecer, eu caminho sempre pelo caminho dos poetas, que é o caminho das imagens. Uma boa imagem é inesquecível. Assim, ao invés de explicar o que disse, vou mostrar o que disse por meio de uma imagem.


  O corpo carrega duas caixas. Na mão direita, mão da destreza e do trabalho, ele leva uma caixa de ferramentas. E na mão esquerda, mão do coração, ele leva uma caixa de brinquedos.
[..] assim, diante da caixa de ferramentas, o professor tem de se perguntar: “Isso que estou ensinando é ferramenta para quê? De que forma pode ser usado? Em que aumenta a competência de meus alunos para viver a sua vida?” se não houver respostas, pode-se estar certo de uma coisa: ferramenta não é.
Mas uma outra caixa, na mão esquerda, a mão do coração. Essa caixa está cheia de coisas que não servem para nada. Inúteis. Lá estão um livro de poemas de Cecília Meireles, a “Valsinha”, do Chico, um cheiro de jasmim, um quadro de Monet, um vento no rosto, uma sonata de Mozart, o riso de uma criança, um saco de bolas de gude... Coisas inúteis. E, no entanto, elas nos fazem sorri. E não é para isso que se educa? Para que nossos filhos saibam sorrir. ALVES (2005, p.9-12).
 
  Qual a escola que queremos?

terça-feira, 13 de abril de 2010


"Os problemas nunca vão desaparecer, mesmo na mais bela existência. Problemas existem para serem resolvidos, e não para perturbar-nos".(Augusto Cury)

Uma breve Análise sobre os Conflitos familiares e o Caos que atinge tantas famílias

   Hoje atendi uma mãe aflita, devido aos conflitos familiares que estava enfrentando e os males que estes estavam causandos em seus filhos. A mesma se mostrou impotente e fragilizada...problemas no casamento; problemas de saúde da sua mãe e o abandono por parte dos irmãos nos cuidados com essa mãe, principalmente em relação a afetividade e apoio moral; pressões por parte da Igreja, que tem tentado justificar esses problemas, como sendo situações espirituais, falta de FÉ....
   Situação complexa e que nessas horas emquanto profissional, só nos resta ouvir o desabafo e encorajar para que tenha persistência e coragem para enfrentar esses desafios da vida. A vida é sempre assim, nos colocando em situações de sofrimento para que possamos amadurecer e nos tornarmos mais resistentes.
    A mãe com surtos esquizofrenicos; o filho de 10 anos com crises histéricas; o marido cobrando e querendo ter seus desejos satisfeitos; a filha adolescente se envolvendo em brigas e com hábitos diferentes; a sogra desejando a separação do casal e por fim uma criança de 4 anos que esta com queda do cabelo, devido aos conflitos emociomais que vivência dentro de casa....foram quase 2horas de conversa, fui ouvinte, procurei apenas não lhe deixar com mais angústia e tristeza...afinal está complicado e difícil para tantas pessoas, cada um com seu sofrimento, mágoa, tristeza e dor. 
   Quando ligamos a TV ou acessamos a Internet, só vemos situações de desespero, perdas materiais, perdas de pessoas queridas, "Dor e sofrimento", por um lado temos terremotos, noutros enchentes e secas; temos aviões caindo, acidantes de carro, moto...nossa!!! esta praticamente cada vez mais raro voce ouvir uma noticía que nos traga alegria e diversão...
    Acho que chegou o momento de nos auto motivar, não podemos deixar que essas influências negativas nos abale, desestruture nossa família e nossa vida...o segredo é sempre seguir em frente, acredito naquela frase: "viver um dia de cada vez"...não criar expectativas em relação ao futuro e nem viver do passado. O que vale é o nosso presente...cultivar e semear a harmonia, solidariedade, amor, tolerância e tantos outros valores que estão sendo esquecidos. Não permitir que a criança participe desses conflitos ou brigas familiares, preservar a criança de cenas violentas. Respeitar o espaço e o limite entre os membros da família...diálogar, passar amor, bons pensamentos, oferecer lazer a essa criança, dar educação em todos os sentidos e prover suas necessidades básicas.
    Mas parece que muitos Pais têm tido dificuldades em oferecer principalmente o Respeito e Amor aos seus filhos...
   

sexta-feira, 9 de abril de 2010

REFLEXÃO: A FÓRMULA DA NECESSIDADE

  Estou lhes apresentando um conto que achei muito interessante, do site:www.sitededicas.uol.com.br, nos dá uma real visão da nossa realidade atual e do caminho que estamos seguindo...vamos nos conscientizar que ainda temos tempo para mudar!! valeu...fui... 


A Fórmula da Necessidade - Autor: Alberto Grimm


   E um cientista, o maior matemático de todos os tempos, depois de muitos cálculos e pesquisas, chegou à conclusão, e agora era capaz de provar através de fórmulas matemáticas, que o ser humano precisaria de certos "itens", e estes poderiam ser objetos, idéias ou coisas abstratas, que seriam imprescindíveis ao seu viver. Era uma questão de necessidade, e agora era oficial, cientifico, e a fórmula provava isso. Isso significava dizer que, se a fórmula provasse, o indivíduo não mais poderia viver sem aquela referida coisa.
  Assim, por ser capaz de provar suas conclusões, ele desenvolveu um método, uma técnica infalível para avaliar se alguma coisa existente, objeto, palavra, crença ou qualquer outra, era ou não necessária, vital, ao ser humano. Era algo como ser capaz de traçar o perfil de potencial de venda de qualquer produto existente, recém lançado, ou por lançar, no mercado de consumo. Com a aplicação do tal método e comprovação através de sua fórmula, ele poderia afirmar se aquele produto, seria ou não de uso obrigatório pela sociedade, o que induziria o ser humano a comprá-lo, no caso de um produto, e a segui-la, no caso de uma idéia, mesmo sem saber o motivo pelo qual o estaria fazendo.
  "Não adianta", disse ele, "A fórmula e todo roteiro para a aplicação da técnica, está em minha cabeça, e apenas lá. Nem uma linhazinha do processo foi documentada em papel, ou qualquer outro meio onde se possa escrever. Não tornarei de uso público, é perigoso, será para sempre um segredo só meu. Mas, para alguns, poderei calcular se seus produtos são, ou se tornarão ou não de uso obrigatório, e ainda poderei dizer o que falta no produto, para que ele se enquadre como de "necessidade vital". E tudo, é claro, pago, muito bem pago, afinal de contas, a fórmula já atestou que o uso dela mesma é uma necessidade vital".
  Foi um alvoroço, um rebuliço sem precedentes no mundo acadêmico e da pesquisa científica, e logo foram organizados seminários e conferências para explicar a coisa ao resto do mundo. Era sem dúvida uma novidade, pois a partir de agora, através de fórmulas científicas, estava comprovado que o ser humano, de qualquer parte do planeta, não importasse crença, raça, nacionalidade, nível social, não poderia sobreviver sem algumas "coisas" que aquele método era capaz de identificar com clareza. Ora, isso sempre fora o sonho de qualquer campanha de publicidade, dos governos, de todos os tipos de interesses, por isso se tornou uma questão de segurança mundial.
  E todos queriam saber se seus produtos "passavam", eram aprovados, pela fórmula. Sendo aprovado pela fórmula, um objeto, uma ideia, ou qualquer outra coisa, era a certeza atestada de sucesso, afinal de contas, cientificamente, ela provava que o ser humano "não poderia viver sem aquele item que fora homologado".
  E antes de entrar no mercado como uma "espécie de selo de qualidade", o selo mais desejado do mundo, que apenas alguns felizardos poderiam estampar em suas marcas, criou-se um órgão regulamentador oficial para fiscalizar. Ideias ou produtos não autenticados pela fórmula, mas que usassem o selo sem autorização, seriam sumariamente retirados de circulação e seus responsáveis punidos com o exílio perpétuo nas montanhas negras do Himalaia. Isso porque, depois de autenticado pela fórmula, as pessoas, não mais poderiam viver sem aquela coisa, e criar "falsas dependências", se constituía um crime sem direito à fiança. Mas ficou combinado que alguns vícios seriam liberados.
  E o primeiro produto aprovado pela fórmula, como de necessidade indispensável à existência humana, foi um pequeno aparelho eletrônico, na verdade uma versão móvel de telefone. E logo todos se perguntavam: "Nossa! Como foi que conseguimos viver até hoje sem isso, como era possível?". Depois vieram os livros, alguns títulos, que, segundo a fórmula, todos precisavam ler, na verdade, não mais poderiam viver se não os lessem. E como as crianças pequenas ainda não eram capazes de ler e entender o que estavam lendo, seus pais e educadores se encarregariam de lhes passar o conceito por trás das páginas. Depois vieram as ideias e modo de pensar que todos deveriam adotar como norma de vida, e assim por diante.
  E uma criança implica com sua mãe: "Mãe, eu não aceito que o Universo foi criado por uma explosão chamada Ping Pong, nem que o mesmo é quadrado e redondo nas pontas!". E sua mãe tentando convencê-lo: "Mas filho, está comprovado pela fórmula, precisamos pensar assim, você precisa aceitar essa verdade, essa informação é indispensável à nossa vida!". "Para mim não é; não preciso disso para nada. Não há quem me faça mudar de ideia!". E sua mãe resolve a questão: "Está bem, você aceita a ideia e eu compro aquela bicicleta azul que você pediu!". Feliz da vida ele concorda: "Aquela aprovada pela fórmula, que tem o selim com som MP3 polifônico?".
  Em outro lugar do mundo, cultura diferente, outra criança pergunta à sua mãe: "Mãe, porque nós precisamos de aparelhos celulares com máquina de Raios-X, e com ferro de passar roupa embutidos, e máquina de lavar roupa com acesso à internet e GPS, e computadores com telas de 60 polegadas, se a maior parte dessas coisas quando não atrapalham não serve para nada?". E sua mãe disse: "Ora filho, aparentemente não serve, mas é uma necessidade sem a qual não conseguiríamos viver, está provado pela fórmula que deve ser assim...", e ninguém mais tocaria naquele assunto.
  E desde aqueles tempos, qualquer coisa que fosse atestada pela fórmula como de necessidade vital à humanidade, seria consagrado como uma lei, um quesito que se tornaria parte integrante daquele homem. Palavras, frases e ideias que as pessoas deveriam repetir como parte de suas personalidades, tudo isso passaria pela aprovação da fórmula. E então aconteceu aquilo que ninguém esperava. A fórmula atestou, provou que os homens, na verdade, não eram homens, apenas ainda não haviam se cientificado do fato, mas agora que a fórmula atestara, todos deveriam cumprir seus destinos. Não se tratava de uma escolha, a fórmula atestara que os homens eram na verdade, Ratos urbanos, da espécie Gabirus Erectus.
  Assim, desde então, nos tornamos Ratos urbanos, vivendo em imensas cidades degradadas, com uma diferença, agora conscientes disso. E finalmente, antigos adágios tomaram seu devido lugar. Dizemos agora "Degrade sua cidade e viva feliz", ao invés do antigo: "Conserve e Cuide da sua cidade e viva feliz".
Vivíamos felizes até os dias de hoje, quando nos chega a notícia de que outro cientista, um cientista Rato é claro, acaba de compilar uma nova fórmula, um novo teorema, que prova que nós Ratos, somos na verdade humanos não conscientes. Eu que não caio mais nessas histórias, especialmente nessas ideias mirabolantes criadas por Ratos cientistas. Imagine, dizer que nós somos humanos, e ainda querer provar através de fórmulas de que isso é verdade!.
Autor: Alberto Grimm

Veja mais detalhes sobre o autor nas notas abaixo.

email: alberto.grimm@gmail.com





O QUE MUDOU NA EDUCAÇÃO DOS NOSSOS PAIS, PARA O QUE TEMOS AGORA...

      
     Com essa charge...não precisamos dizer mais nada!!! a coisa ta feia para os professores...inversão de valores e a desvalorização do profisional da Educação... (rizomas.net)   

A PROBLEMÁTICA DA INDISCIPLINA E VIOLÊNCIA NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO

  Podemos observar em nossas Instituições de Ensino, que a uma maior predominância de jovens com problemas de indisciplina e violência, se encontram nas faixas etárias entre os 10 e 14 anos, e essa fase é denominada de período intermediário, entre a pré-adolescência e adolescência, fase complicada, que é marcada por mudanças bruscas em todo seu organismo (fisiológico) e que interferem significativamente no seu lado psíquico, fisiológico e afetivo. Sentimentos e ações são explosivas, e emergem por qualquer motivo, a necessidade de afirmação da identidade pode levar a jovem a ter reações agressivas ou de retraimento.

  Sentimentos de baixo estima, rejeição, abandono, medo e outros se manifestam com muita intensidade, são lembranças de um passado triste ou feliz; de uma família presente ou ausente; de pais omissos ou super-protetores; criado sob normas rígidas ou sem regras e limites. Nessas faixas etárias tudo o que aprenderam em casa e do meio social influenciam na sua personalidade. Porém é a fase da incerteza, trazem muitas idealizações e sonhos; mas sem uma perspectiva “real de futuro”. O que ainda prendem muitos desses alunos na Escola, é a questão da família necessitar da renda “Bolsa Familia” onde a freqüência escolar é obrigatória.

  Atualmente o fato de residirem com os pais, não significa que tenham um convívio harmonioso e satisfatório para o pleno desenvolvimento desse menor, sabemos que o importante é a qualidade das relações familiares, será que a família supre as necessidades desse jovem em todos os aspectos: cuidados na saúde, higiene pessoal, alimentação, estímulo para os estudos, educação, princípios de convívio social, limites e regras, afetividade, segurança e uma crença espiritual/religiosidade.

  Como foi dito anteriormente esse sentimento está relacionado a fase de adolescência e aos conflitos familiares que passaram ou que ainda passam. É a fase da incerteza, que se passa da infância para o início da fase adulta, muitos sentem medo do crescimento, sentem medo das responsabilidades que terão que assumir, e se não encontram um caminho, uma orientação, ficam sem perspectiva de vida e de futuro. Precisam confiar em alguém ou em algo que lhes ajudem a superar essa fase.

  O educador poderá ser essa pessoa, quando deixar de lado sua arrogância e autoritarismo, ser mais humano e servir de exemplo para esse jovem. Muitos desses adolescentes colocam essa necessidade de serem pessoas melhores, de terem um futuro e se sentirem amados. Vários podem ser os motivos que podem levar os jovens a usarem drogas, e dentre elas: a questão familiar, a insegurança, o grupo de convivência, problemas emocionais, predisposição de Histórico familiar, a fuga da realidade (desse mundo que é encarado por muitos como hostil e insensível) e a falta de perspectiva de vida.Conclui-se que em termos institucionais, a ação escolar, seria marcada por uma espécie de “reprodução” difusa de efeitos oriundos de outros contextos externos: a política, a economia, a família, a mídia etc., que se fariam refletir no interior das relações escolares.

  Porém de um modo ou de outro, a escola e seus atores constitutivos, principalmente o professor, parecem tornar-se reféns de sobre determinações que em muito lhes ultrapassam, restando-lhes apenas um misto de resignação, desconforto e, inevitavelmente, desincumbência perante os efeitos de indisciplina e violência no cotidiano prático, posto que a gênese do fenômeno e, por extensão, seu manejo teórico-metodológico residiriam fora, ou para além, dos muros escolares. È necessário que se estabeleça na Instituição Escolar, uma autoridade que emerge de coerência e não do título que possui ou cargo que ocupa; bem como uma disciplina onde o aluno é chamado a cumprir suas tarefas sob um ambiente harmonioso, baseado na prática coletiva de escola e não algo simplesmente impresso em teorias e que não se sabe por quem, com qual objetivo e se fazem parte da nossa realidade do município ou não.

  Realmente, conquistar a disciplina em sala de aula e na escola tornou-se um verdadeiro desafio para o ensino atual, na prática, o que vemos é uma escola que não proporciona alegria, satisfação e tampouco aprendizagem consistente, estando desta maneira muito distante das aspirações e necessidades dos alunos. Segundo a maioria dos alunos, os professores geralmente são autoritários, não permitem ativa participação do aluno em sala, não preparam aulas, chegam com mau humor, se utilizam de gritos, gostam de perseguir o aluno que questiona ou tem uma opinião própria; gostam somente do aluno quietinho, e não do aluno que apresenta dificuldades de aprendizagem e problemas.

  Ainda temos alguns professores em suas salas de aulas que oferecem conhecimentos abstratos, sem relacionar à vida prática; não dominam os conteúdos, dão aulas monótonas, repetitivas e aborrecidas, numa escola “chata”, com pessoas “chatas” e sem atrativos. Dessa forma, os alunos não aprendem, mas sim, repetem, evadem ou passam por esquemas precários de recuperação, além de não sentirem nenhuma alegria ou confiabilidade no ambiente escolar.

  Em suma, estabelecer uma disciplina orientada pela vontade de formar cidadãos conscientes e autônomos, prontos para atuarem na sua realidade, instrumentalizados com os conhecimentos, para o pleno exercício da cidadania e capazes de colaborar na construção de um mundo mais humano e mais fraterno é o nosso maior desafio, enquanto profissionais que atuam na Instituição Escolar.



A IMPORTÂNCIA DO LAZER NA VIDA DOS EDUCADORES

   Atualmente tem aumentado o número de Educadores sofrendo de vários problemas de saúde: hipertensão arterial, depressão, gastrite, dores musculares, problemas de coluna entre tantas outras queixas.Realizei uma Pesquisa entre os Educadores da rede Pública Municipal, cerca de 46 professores, responderam no anonimato algumas questões, dentre elas:  sobre sua saúde; planejamento e organização de suas atividades em sala de aula;relacionamento entre os colegas de trabalho; qual o tempo de atuação como educador e o seu grau de satisfação e por fim o lazer, o que fazem nos períodos de folga, sábados, domingos , feriados e férias.
    Nessa pesquisa podemos observar de forma concreta, que temos um grande número de professores, que estão no seu "limite", estessados, desmotivados, com a saúde debilitada, apresentam dificuldades nos relacionamentos com os colegas (insegurança e muitas fofocas) o que leva os mesmos a darem suas aulas e irem para casa, estão retraídos e desconfiados. Nas dinâmicas realizadas e nos cursos de "Formação", apesar de se trabalhar com todas essas questões, os mesmos continuam a manter a mesma postura ou comportamento auto-destrutivo e egocêntrico.
    Realizam uma carga de trabalho muito "puxada", onde em sua maioria trabalham em todos os períodos(matutino, vespertino e noturno), nos momentos de lazer, cuidam da casa e da família superficialmente. Não demonstram interesse em se divertirem, terem uma vida com mais qualidade e saúde. Viajar, realizar exercícios físicos, cultivar boas amizades, terem uma crença ou fé, ajudaria em muito sua perfomance na sala de aula e na sua vida. "Como poderemos cobrar dos alunos, questões como boa convivência com os coleguinhas, brincadeiras saúdaveis e motivação, se nós mesmos não temos esses comportamentos, se estamos envolvidos em um clima de desânimo,  comodismo, medo ou com o foco só no ganho material".
    A qualidade de vida almejada pelo lazer em seu sentido social, histórico, cultural e político assume, pois, os princípios da qualidade sociocultural, elemento chave na batalha por condições dignas para todos. Assim, o lazer se torna um espaço para a luta contra a exploração e alienação dos sujeitos, procurando desenvolver a consciência reflexiva calcada não somente na realidade concreta, mas também na possibilidade de atuar sobre ela em busca de saídas.

    Segundo o Artigo "Lazer, trabalho e qualidade de vida" de Christiane Luce Gomes Werneck, é fundamental  desenvolver uma educação para (e pelo) lazer que abrace o seu papel multicultural, valorizando o emocional, as realções humanas, a solidariedade e a inter-subjetividade, considerando, ainda, a diversidade cultural e a democratização social na construção de uma educação para todos que enfatize a igualdade mas não elimine as diferenças. Portanto, é necessário alargar espaços para os sonhos, para os desafios e para os riscos que suas realizações impõem. E é justamente o repartir da alegria nesse processo que colabora com a formação de sujeitos lúdicos e com o compromisso do lazer com a promoção da qualidade de vida.
     Deixo aqui minha sugestão: Educadores, vamos viver mais a vida!! cuidar da saúde, viajar, conhecer novas pessoas, ampliar nossos horizontes e nunca deixar de sonhar....



   
  

quinta-feira, 8 de abril de 2010

PROJETO : "CARA LIMPA CONTRA AS DROGAS"

    De Cara Limpa Contra as Drogas é um projeto da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, desenvolvido com apoio da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O programa no Município de São José dos Quatro Marcos, é executado pelo Delegado e sua equipe em parceria com:  Prefeitura Municipal, Escolas do município, Entidades locais e comércio.  Busca sensibilizar e conscientizar a sociedade de que a prevenção ao uso e a repressão ao tráfico de drogas não é apenas dever da polícia, mas responsabilidade de todo cidadão que deseja um mundo de paz.
   O projeto De Cara Limpa Contra as Drogas tem como objetivo prevenir o uso e combater o tráfico de drogas, conscientizando sobre os prejuízos irreparáveis para quem as usa e para toda a sociedade.
Não podemos nos esquecer que o vício acaba com as coisas mais importantes da vida: a família, o trabalho e a dignidade. As drogas financiam o tráfico e a violência, e muita gente mata e morrepor causa delas.
"De Cara Limpa Contra as Drogas" vai nos ajudar a modificar esta triste realidade, que não escolhe etnia, idade ou classe social. É dever de todos nós ajudar na construção de um futuro longe das drogas e da violência.
   Seu plano ação inclui atividades preventivas nas escolas, universidades, igrejas, clubes sociais, líderes comunitários, e principalmente, com famílias de crianças e adolescentes em áreas e situações de risco, para que elas não se envolvam com o uso e tráfico de drogas.Atividades desportivas e culturais vão mostrar às crianças, jovens e adultos os inúmeros prejuízos causados a quem usa drogas. É um convite para a participação em ações como seminários, palestras, oficinas, gincanas, concursos de frases, teatro e paródias referentes a este tema.
   O programa pretende diagnosticar os fatores de risco para promover e ampliar os fatores de proteção, oferecendo alternativas interessantes e saudáveis, mostrando possibilidades de lazer, crescimento e realização pessoal aos jovens de diversas faixas etárias.
   Curiosidade, influência do grupo, sensação de poder, prazer e liberdade, podem levar os jovens a se envolverem com drogas. Fugir da realidade e dos problemas parece ser muito bom no início, mas a falsa felicidade faz o usuário rapidamente se tornar escravo do vício.
A maioria dos jovens entra no mundo do tráfico para conseguir dinheiro, drogas e status, de um jeito mais fácil. Mas acabam cometendo outros crimes, como roubo e furto. A família se desestrutura, a saúde é prejudicada, os estudos e o trabalho são abandonados em nome de um vício que não leva a lugar algum.
“Para as drogas, diga não”

Níveis de prevenção:

Primário - aos que ainda não experimentaram: evitar ou retardar o uso de drogas ilícitas e lícitas;

Secundário - aos que já experimentaram ou usam eventualmente algum tipo de droga, evitando a dependência química;
Terciário - aos que já são dependentes químicos.

   Pais e Educadores, fiquem alerta ao perceber:

- Mudanças bruscas de comportamento: atitudes furtivas ou impulsivas;

- Queda do rendimento escolar ou abandono dos estudos e perda de interesse pelas atividades rotineiras;

- Queda na qualidade do trabalho, inquietação, irritabilidade, insônia, ou o contrário: depressão e sonolência;

- Uso de óculos escuros mesmo sem excesso de luz, camisas de manga longa mesmo no calor;

- Troca do dia pela noite, pernoites fora de casa;

- Olhos avermelhados, olheiras, tremores e calafrios;

- Necessidade cada vez maior de dinheiro, desaparecimento de objetos ou dinheiro de sua casa ou de amigos e parentes;

- Alterações súbitas de humor: intensa euforia, alternada com choro ou depressão;

- Perda de sono ou apetite, intercalada com períodos de sono demorado;

- Descuido com a higiene pessoal;

- Mudança no vocabulário, usando termos pesados e gírias;

- Atitudes agressivas e posterior sentimento de culpa e reparação: agressão seguida de choro, se trancando no quarto;

- Objetos estranhos: latinha com furos, cartões telefônicos amassados, canudos, sacolas plásticas e cachimbo artesanais;

- Roupas com cheiro forte de solventes e outras substâncias como cal, ácido sulfúrico, gasolina, cimento, esterco, etc.

“Preste bem a atenção, usar drogas faz mal”

O que fazer ao descobrir que seu filho está usando drogas?

- Não dramatize o fato, mas tente identificar os motivos que o levaram a usar drogas;

- Tenha uma conversa franca para saber há quanto tempo e quais as drogas que ele está usando. Se possível, saiba a frequência e a quantidade usada;

- Não o discrimine, chamando-o de maconheiro, marginal ou drogado, mas não aponte ninguém ou se sinta culpado pelo seu filho usar drogas;

- Sempre dê todo o apoio necessário, seu filho pode estar doente. Mas não seja conivente com roubos e furtos que o vício pode provocar;

- Procure ajuda de um especialista, mas saiba que as técnicas mais especiais serão aquelas que você tem em casa: o amor, o carinho e a compreensão. Não deixe de usá-las.

 "Para não matar e não morrer, De Cara Limpa é o ideal".



REFLEXÃO: A FORMAÇÃO DA AUTO - ESTIMA

        Quando falamos de auto-estima, sempre nos referimos aos adultos, e normalmente nas situações em que somos convidados a dar palestras sobre " O dia da Mulher"; " Para professores " e outras situações...é como se Auto - estima fosse relacionada a questões de : "não ir a um salão de beleza", "não cuidar da aparência"; "ter mau humor"; "apresentar dificuldades de relacionamento" e tantas outras atitudes ou comportamentos. Porém a Auto - estima   começa a se desenvolver numa pessoa quando ela é ainda um bebê. Os cuidados e os carinhos vão mostrando a criança que ela é amada e cuidada. Nesse começo de vida, ela está aprendendo como é o mundo a sua volta e, conforme se desenvolve, vai descobrindo seu valor a partir do valor que os outros lhe dão. É quando se forma a auto- estima essencial.
       A auto-estima continua a se desenvolver conforme a pessoa se sente segura e capaz de realizar seus desejos e, futuramente suas tarefas. É a auto-estima fundamental. Para os pais, o amor incondicional que sentem pelos filhos está claro, mas para os filhos nem sempre esse amor é tão claro assim.Toda criança se preocupa em agradar à mãe e ao pai e acredita que ao fazer isso estará garantindo o amor deles. Para ela, o sorriso de aprovação dos pais é amor, e a reprovação com um olhar sério ou uma bronca é não-amor. "É importante que fique claro para a criança que, mesmo que a mãe e o pai reprovem determinadas atitudes dela, o amor que sentem por ela não está em jogo".
       Para que a criança se sinta amada incondicionalmente e venha se tornar um adulto com Auto - estima, é necessário, acima de tudo, que ela seja respeitada, nesse caso tanto pelos pais, pelos educadores e seu meio social.
Respeitar significa:

• Dar espaço para que tenham seus próprios sentimentos, sem por isso ser julgados ajudando a expressá-los de maneira socialmente aceitável. Não é errado nem feio sentir raiva. O que pode ser reprovado é a expressão inadequada da raiva, como bater em alguém.

• Aceitá-los como são, mesmo que não correspondam às expectativas dos pais. Precisam ter os próprios sonhos, pois não nasceram para realizar os dos pais ou educadores.

• Não os julgar por suas atitudes. Crianças erram muito, pois é assim que aprendem. Mãe e pai podem e devem julgar as atitudes, mas não os filhos. Se a atitude foi egoísta, o que deve ser mostrado é o egoísmo, mas não consagrá lo dizendo “você é muito egoísta’: Frases do tipo “voce é terrível” e “você não tem jeito mesmo” ensinam à criança que ela é egoísta, terrível e não tem jeito mesmo. Portanto, essas ‘qualificações” passam a ser sua identidade. è importante que muitos educadores também tenham esses conceitos em mente, a questão dos rótulos e exposição da criança em público é muito prejudicial. O elogio é fundamental é surte muito mais efeito do que as críticas negativas e os castigos.
      O respeito a criança lhe ensina que ela é amada não pelo que faz ou tem, mas pelo simples fato de existir. Sentindo-se amada, ela se sentirá segura para realizar seus desejos. Portanto, deixá-la tentar, errar sem ser julgada, ter seu próprio ritmo, descobrir coisas permite a criança perceber que consegue realizar algumas conquistas. Falhar não significa uma catástrofe afetiva. Assim, a criança vai desenvolvendo a auto-estima, grande responsável por seu crescimento interno, e fortalecendo-se para ser feliz, mesmo que tenha de enfrentar contrariedades.(IÇAMI TIBA - "Quem Ama Educa")

quarta-feira, 7 de abril de 2010

PROCURANDO COMPREENDER O DESENVOLVIMENTO HUMANO E COGNITIVO


“O desenvolvimento humano refere-se ao desenvolvimento mental(cognitivo), afetivo, social, espiritual e ao crescimento orgânico”. O desenvolvimento cognitivo é uma construção contínua, que se caracteriza pelo aparecimento gradativo de estruturas mentais. Estas são formas de organização da atividade mental que se vão aperfeiçoando e solidificando até o momento em que todas elas, estando plenamente desenvolvidas, caracterizarão um estado de equilíbrio superior quanto aos aspectos da inteligência, vida afetiva e espiritual e relações sociais.


O desenvolvimento cognitivo envolve a ampliação dos horizontes: o ser humano torna-se sempre mais capaz de compreender e de pensar o passado, o presente e o futuro, a criança pequena só tem condições de perceber e viver o presente. Há um aumento da capacidade para lidar com abstrações e símbolos, o exemplo mais característico é o da linguagem, ou seja, por volta dos 2 anos a criança usa 150 palavras; já aos 7 anos pode utilizar aproximadamente 2500 palavras e com o desenvolvimento progressivo e sem bloqueios ou dificuldades, torna-se cada vez mais complexa e rica em expressões e idéias.

- Apresenta capacidade de atenção e concentração por períodos cada vez mais longos; quanto mais nova a criança, menor sua capacidade de atenção e concentração em uma tarefa. Ela se cansa mais facilmente e tende a mudar de atividade. Com o passar dos anos tende a desenvolver de forma mais intensa a Atenção e a concentração.

- O desenvolvimento humano, não apresenta momentos de modificações radicais; a evolução é gradual e contínua. Entretanto, em alguns momentos ocorrerão maiores alterações como, por exemplo, o crescimento físico na infância e na adolescência é mais acentuado, e perceptível do que na idade adulta, que é um período de maior estabilidade. Mesmo considerando-se o desenvolvimento contínuo, para estudá-lo dividiu-se o processo em cinco fases, cada uma com características próprias. São elas :

• Pré-natal

• Infância de zero a 12 anos

• Adolescência - dos 12 a 18 anos ou 21 anos

• Idade adulta - dos 21 aos 60 anos

• Velhice - dos 60 ou mais.

- A maturidade pode ser dividida em quatro dimensões principais:

• Maturidade emocional – diz respeito à expressão e ao controle das emoções nas diversas idades. Parte fundamental da vida humana.

• Maturidade social – compreenda a evolução da sociabilidade, no sentido de superação do egocentrismo infantil, na contribuição para o bem-estar social e a participação nas decisões de interesse social.

• Maturidade física – engloba o desenvolvimento das características físicas, estatura,peso, sexo, ser canhoto, índio, etc.

• Maturidade intelectual – refere-se à maneira como a pessoa vai conhecendo a si mesma e ao mundo que a cerca.

Explicar o mecanismo da aprendizagem é esclarecer a maneira pela qual o ser humano se desenvolve, toma conhecimento do mundo em que vive, organiza a sua conduta e se ajusta ao meio físico e social.“A criança não é um adulto em miniatura. Ao contrário, apresenta características próprias de sua idade. Compreender isso é compreender a importância do estudo do desenvolvimento humano. Estudos e pesquisas de Piaget demonstraram que existem formas de perceber, compreender e se comportar diante do mundo, própria de cada faixa etária, ou seja, existe uma assimilação progressiva do meio ambiente, que implica uma acomodação das estruturas mentais a este novo dado do mundo exterior.

Para Piaget, existe um desenvolvimento da moral que ocorre por etapas, de acordo com os estágios do desenvolvimento humano. Segundo Piaget , "toda moral consiste num sistema de regras e a essência de toda moralidade deve ser procurada no respeito que o indivíduo adquire por estas regras".

Dessa forma, Piaget argumenta que o desenvolvimento da moral abrange 3 fases: (a) anomia (crianças até 5 anos), em que a moral não se coloca, ou seja, as regras são seguidas, porém o indivíduo ainda não está mobilizado pelas relações bem x mal e sim pelo sentido de hábito, de dever; (b) heteronomia (crianças até 9, 10 anos de idade), em que a moral é = a autoridade, ou seja, as regras não correspondem a um acordo mútuo firmado entre os jogadores, mas sim como algo imposto pela tradição e, portanto, imutável; (c) autonomia, corresponde ao último estágio do desenvolvimento da moral, em que há a legitimação das regras e a criança pensa a moral pela reciprocidade, quer seja o respeito a regras é entendido como decorrente de acordos mútuos entre os jogadores, sendo que cada um deles consegue conceber a si próprio como possível 'legislador' em regime de cooperação entre todos os membros do grupo.

Segundo Piaget, a própria moral pressupõe inteligência, haja vista que as relações entre moral x inteligência têm a mesma lógica atribuída às relações inteligência x linguagem. Quer dizer, a inteligência é uma condição necessária, porém não suficiente ao desenvolvimento da moral. Nesse sentido, a moralidade implica pensar o racional, em 3 dimensões: a) regras: que são formulações verbais concretas, explícitas (como os 10 Mandamentos, por exemplo); b) princípios: que representam o espírito das regras (amai-vos uns aos outros, por exemplo); c) valores: que dão respostas aos deveres e aos sentidos da vida, permitindo entender de onde são derivados os princípios das regras a serem seguidas.

Atualmente temos um número excessivo de CRIANÇAS E ADOLESCENTES que não conseguem aprender, as famílias e educadores apresentam relatos de pessoas normalmente desenvolvidas em outras esferas e dimensões da vida, mas que não aprendem quando colocadas em situação normal de escolaridade. Constata-se que um grande número de crianças que procuram a escola não aproveita a experiência vivida e acumulam, ao longo dos anos, lacunas e defasagens que aos poucos as afastam totalmente da vida escolar ou, quando não, terminam a escolaridade de forma precária e com grande atraso.

Podemos destacar alguns fatores que podem vir a contribuir para esse quadro:

- O aumento do contingente da população que hoje tem acesso à escola e o relativo despreparo da escola para recebê-lo;

- A complexidade cada vez maior da desestrutura familiar: violência familiar, gravidez precoce, uso de drogas;

- A competição que a escola sofre com outros meios de comunicação e informação, notadamente a televisão;

- A discrepância, muitas vezes ressaltada e discutida, entre o conteúdo escolar e a vida, ou a realidade da criança;

- O despreparo do professor frente a mudanças rápidas e demandas diversificadas que caracterizam a sociedade pós-moderna;

- As características individuais do aprendiz no que tange ao ritmo e peculiaridades de seu desenvolvimento cognitivo, emocional, linguístico, psicomotor , valores morais, espirituais e social.

 DISTÚRBIOS DA VISÃO - Como identificar:

- pelo modo de agir da criança – esfregar os olhos, sensibilidade à luz, piscar excessivamente, apertar os olhos…

- pela queixa da criança – não enxerga bem, visão embaralhada, tonturas, dores de cabeça, náuseas…

- pela observação – olhos inflamados, vermelhos, lacrimejantes, estrabismo, terçóis…

 - durante a leitura e a escrita – segura o livro muito perto, perde o lugar da página, pára depois de certos períodos de leitura…

- Distúrbios mais comuns: miopia, hipermetropia, astigmatismo, estrabismo, daltonismo.

 DISTÚRBIOS DA AUDIÇÃO – Como identificar:

- defeitos de linguagem;

- expressão oral pobre;

- pedidos para que repitam palavras e instruções;

- uso excessivo de “o que?”, “como?”;

- andar arrastando os pés;

- ausência de reações a sons pouco intensos, for a de seu campo visual;

- dores ou supuração de ouvidos;

- ditados com muitos erros;

- Irritabilidade e falta de interesse na aula;

 AUTISMO – Caracteriza-se por uma interiorização intensa – um fechamento em si mesmo – e por um pensamento desligado do real. Essa incapacidade de relacionamento pode surgir nos primeiros anos de vida e seu maior sintoma é a criança viver em um mundo todo particular. Nenhuma teoria orgânica ou interpessoal, até então, foi plenamente aceita.

 AGRESSIVIDADE – O estudo da agressividade na criança revela que o convívio social e fatores de agressão no lar contribuem decisivamente para o desenvolvimento da superagressividade na criança. No ambiente escolar, esse comportamento revela-se das mais variadas formas - da reação de um ímpeto emocional, caótico e difuso, quando a criança chora, esperneia e esbraveja, até o ataque verbal ou físico, com murros, pontapés e mordidas.

 MEDO – Basicamente, quando o medo chega ao nível de distúrbio, dois fatores podem ser intervenientes: a falta de segurança ou a falta de amor e proteção. No entanto, outros fatores coadjuvantes merecem ser lembrados: experiências prévias que provocaram medo, atitude medrosa dos pais, ameaças de adultos, imaturidade por superproteção, dentre outros.

 FOBIA ESCOLAR – Caracteriza-se pela incapacidade parcial ou total de freqüentar a escola, podendo ocorrer em todos os níveis sociais, em todos os graus de escolaridade e em todos os níveis de inteligência. Manifestam-se por meio de ansiedade, pânico, náuseas, vômitos, diarréias, dor de cabeça, dor de barriga, falta de apetite, palidez e, até, febre. Não se deve confundir a fobia escolar com temor natural dos primeiros dias de aula. A fobia escolar tem como uma das causas não tanto o medo de ir à escola, mas o de ser abandonado for a de casa. Esse temor acentua-se quando a mãe, insegura, carente afetivamente e que precisa da criança para realizar-se emocionalmente, tolhe todo o processo de crescimento e de liberdade do filho, enfraquecendo-o inconscientemente e prolongando sua dependência.

 CIÚME – O ciúme, quando patológico, traz reações imprevisíveis e incontroláveis que vão desde a invela, seguida da raiva, do ódio, da pena, autocomiseração, vingança, tristeza, mortificação, culpa, vaidade, inferioridade, orgulho, medo, ansiedade…Reflete insegurança quanto à atenção e amor dos pais.

 TIMIDEZ – Do ponto de vista do temperamento, a criança já nasce com uma série de características mais ou menos pronunciadas e, assim, umas são mais inibidas, outras mais extrovertidas. No entanto, a timidez excessiva da criança deve ser olhada com seriedade pelos pais. Provém, em geral, de um complexo de inferioridade cultivado, talvez, pelas próprias mensagens parentais, configurando a base do autoconceito e da auto-estima.

 FANTASIA – Trata-se aqui, não da fantasia considerada “normal”, que é uma forma de ajustamento da criança ao real. Mas da fantasia caracterizada como problema psicológico, usada pela criança como uma espécie de fuga da realidade, que ela não deseja aceitar por alguma razão.

 NEGATIVISMO – Caracteriza-se, como distúrbio, por uma resistência exagerada da criança frente às imposições que o adulto lhe faz e essa resistência muitas vezes se manifesta sob forma de desobediência, acompanhada de agressividade. De início, manifesta-se pela recusa em cumprir ordens ou pedidos, fingindo não ouví-los, mostra-se vagarosa,em excesso para comer, tomar banho e, à medida em que cresce, apresenta um vocabulário onde “não” é a primeira forma de reação.

 AGITAÇÃO, INQUIETUDE, INATABILIDADE –As causas dessas condutas variam de uma situação para outra, e não se configuram distúrbios senão quando acompanhadas de agressividade provocando descontentamento pessoal e relacional. São reações típicas em certas situações de vida, como diante de um mau ambiente familiar, pais que brigam em frente das crianças, doenças mentais, lesões cerebrais… No entanto, são normais em certos períodos de vida – crises passageiras como as dos três anos e a da puberdade.

 SEXUALIDADE – Refle a curiosidade natural de aprender coisas a respeito do sexo, do próprio corpo, do corpo do sexo oposto, do corpo dos pais. Tornam-se distúrbios a partir da maneira como os adultos recebem e lidam com essas necessidades, apresentando ansiedades ou reações impulsivas, deturpação da realidade, levando a criança a fantasias a respeito.

 PROBLEMAS FAMILIARES – Uma grande parte dos distúrbios de comportamento reflete o desequilíbrio social e emocional das relações existentes na família, em cujo núcleo existem problemas que podem interferir na aprendizagem, refletindo-se no desempenho escolar, dentre eles: Separação dos pais; Morte dos pais ou de figuras próximas; Superproteção; Vícios …

SUGESTÕES DE COMO O EDUCADOR DEVE ATUAR COM O PROBLEMA:

 Procurar ter uma boa relação com os pais e demais familiares;

 Conhecer o contexto familiar da criança, bem como sua história de vida e desenvolvimento;

 Não “rotular” ou “discriminar” a criança diante dos coleguinhas ou demais pessoas;

 Saber lidar com as diferenças culturais e as limitações;

 Ter sentimentos de : respeito, afeto, solidariedade, paciência, tolerância;

 Estar sempre atento as mudanças de comportamento ou atitudes, que podem refletir que algo esta “errado” ou “anormal” com essa criança, ou no seu contexto familiar;

 Solicitar ajuda de outros profissionais, encaminhando para as áreas de Psicopedagogia, Psicologia, Fonoaudiologia, Neurologista, Psiquiatria ou outras áreas.

RESULTADO DE UMA PESQUISA REALIZADA ENTRE OS ALUNOS DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE ENSINO

PESQUISA SOBRE OS MAIORES PROBLEMAS DETECTADOS ENTRE CRIANÇAS E JOVENS NAS ESCOLAS MUNICIPAIS - Lucimar B. Ferraz – Psicóloga Educação

Realizei uma Pesquisa com 56 crianças que estavam apresentando problemas de Aprendizagem, sendo estas oriundas de todas as Escolas Municipais e encontravam-se em Acompanhamento Psicológico.
Segundo a Pesquisa, podemos constatar que : Os Problemas estavam mais concentrados nas faixas estarias entre 4 anos à 12 anos de idade, com percentual de 63%; em segundo lugar estavam os da faixa etária acima dos 12 anos de idade, com percentual de 27% e por fim os da faixa etária de até 3 anos de idade e 11 meses, com percentual de 10%.Sendo 73% do sexo masculino e 27 do sexo feminino.
Com relação a estrutura familiar, constatamos que 41 residem com os avós; 37% com pais separados(possuem padrasto ou madrasta); 6% com outros, sendo pais adotivos ou outros membros da família e apenas 16% moram com seus pais. Pela quantidade de crianças pesquisadas, esse é um dado alarmante, visto que a questão familiar é o “pilar” principal na educação da criança. Os primeiros ensinamentos vêm de casa, dos pais principalmente. Porém muitas dessas crianças são filhos (as) de adolescentes, que não possuem maturidade emocional para “cuidar e educar” essas crianças, vivem relacionamentos instáveis onde muitas vezes tem 3 filhos de pais distintos. E quem acaba por assumir essas crianças são as avós.
Já na segunda questão podemos diagnosticar que a maioria dos problemas de aprendizagem, estão relacionados as questões Emocionais, com um percentual de 55%; em seguida temos os problemas decorrentes de indisciplina e comportamento hostil, com 15%; os de ordem neurológica ou psiquiátrica, 10% e os relativos a dificuldades de aprendizagem na parte de raciocínio lógico, problemas na fala, problemas auditivos, problemas visuais ou problemas na interpretação de textos, com 20%.
Percebemos que a uma grande lacuna e que traz graves problemas no processo Ensino-aprendizagem, que é a questão da participação, ou melhor, de um maior comprometimento dos familiares na educação dessas crianças. Observamos que muitos pais levam seus filhos para a Escola para serem educados em todas as áreas. Mas fica o meu questionamento e até mesmo certa indignação nessa “apatia” e ausência de “afetividade” e amor desses pais por seus filhos.
São muitas as queixas de pais e educadores que não conseguem “dar conta” de uma criança, dizem que são agressivos, dispersivos, não têm respeito ao próximo e tantas outras reclamações; porém como podemos cobrar isso de uma criança, se a mesma não teve essa educação em casa. São “filhos do mundo” ou “da rua”. Amadurecem com o sofrimento, com a rejeição, abandono, ausência de regras e de espiritualidade; mas no fundo são apenas crianças assustadas, inseguras e sem perspectiva de futuro.

Breve Histórico do Município de São José dos Quatro Marcos







Origem Histórica:

O movimento colonizador moderno teve início por meio de legislação especial, a partir de 1946. Quem agiu na região ao norte de Cáceres, de modo intenso, foi a Comissão de Planejamento de Produção. O movimento na região de São José dos Quatro Marcos teve início como um desdobramento de atividades colonizadoras na região.

Os primeiros sinais de tomada de posse da terra, de modo efetivo, deram-se em 1962, quando Zeferino José de Matos adquiriu uma área de terras da Imobiliária Mirassol, sediada no Estado de São Paulo.

Zeferino José de Matos foi o pioneiro de São José dos Quatro Marcos.

Em 1966, Zeferino Matos, Luiz Barbosa e Miguel Barbosa do Nascimento doaram 11,02 alqueires de terras para loteamento, a fim de se estabilizar um núcleo populacional.

Na batida rudimentar do facão e da foice saiu o clareamento da mata, para logo o machado derrubar as necessárias árvores.

Foram fincados quatro marcos (sinal de demarcação) para balizarem os lotes rurais. As ruas abertas no alinhamento dos quatro marcos foram mais tarde denominadas Avenidas São Paulo e Bahia.

Esses quatro marcos se prestaram para se denominar o povoado e depois o município. A denominação São José adveio do protetor escolhido pela população.

Em busca de terras boas para plantio foram chegando famílias de São José do Rio Preto, Santa Fé do Sul e diversas outras regiões dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Em menor proporção, os nordestinos.

Os primeiros produtos da terra foram: café, arroz, feijão e milho. Logo se assentou uma de beneficiar arroz.

Em 1966, Luiz Barbosa cedeu terreno para a construção da primeira escola de pau-a-pique com cobertura de folha de babaçu. Chamava-se Escola Rural Mista de São José dos Quatro Marcos e localizava-se na área central do povoado, precisamente numa das conjunções das atuais avenidas São Paulo e Bahia.

Francisco Paulo de Brito deu início às aulas. No entanto, antes do término do ano letivo, abandonou a profissão, interrompendo-se as aulas. Mas logo no ano seguinte, 1967, a escolinha reabriu. Os professores desta feita foram Nivaldo Mila e Maria Luiza da Silva.

Com o desenvolvimento do núcleo urbano, formou-se a Associação de Pais e Amigos do Bairro (APAB). Esta associação, com o apoio de Antonio Alvarez, então vereador do município de Cáceres, representando os interesses da Gleba de São José dos Quatro Marcos, solicitou ao governador José Manuel Fontanillas Fragelli a construção do prédio escolar condizente. Foram construídas, então, quatro salas de alvenaria.

Zeferino José de Matos, o grande benemérito, doou um terreno para construção da igreja. A primeira missa foi celebrada em março de 1967, pelo padre Amadeu.

Em 1968 concluiu-se a primeira estrada para Mirassol D´Oeste, facilitando o escoamento da produção de São José dos Quatro Marcos. Além da produção própria, provinda de afinco no trabalho do campo, a região toda crescia, favorecendo o crescimento conjunto.

O Estado de Mato Grosso, vendo a segurança de um futuro para a região, criou o município de Mirassol D´Oeste e nesta nova unidade municipal criou o distrito de São José dos Quatro Marcos, através da Lei nº 3.934, de 04 de outubro de 1977.

Mais dois anos e nascia o município, mas com a denominação simplificada para Quatro Marcos. Este fato deu-se através da Lei Estadual nº 4.154, de 14 de dezembro de 1979, de autoria do deputado Aldo Borges e sancionada pelo governador Frederico Campos.

Artigo 1º - Fica elevado à categoria de município, com o nome de Quatro Marcos o distrito de São José dos Quatro Marcos, criado como unidade integrante do município de Mirassol D´Oeste, pela Lei nº 3.934, de 04 de outubro de 1977.

Político-Administrativo:

- Antônio Alvarez (nomeado)

- Durvalino Peruchi - 1988.

- Carlos Pirota Neto 1989 – 1992.

- Reinaldo Botelho 1993 – 1996.

- Carlos Pirota Neto 1997 – 2000.

- Antônio de Andrade Junqueira 2001 – 2004.

- Antônio de Andrade Junqueira 2005 – 2008.

- João Roberto Ferlin 2009 – 2012.

Data de Fundação do Município 15/06/1967.

Data de Emancipação do Município 14/12/1979.