SEJA BEM VINDO(A) AO MEU BLOG....

Esse espaço foi criado para que possamos divulgar nossos trabalhos e de outros profissionais, trocar experiências, dar nossas opiniões, questionar, refletir, criticar e buscar soluções aos problemas enfrentados hoje no contexto escolar. "Devemos juntos cuidar de nossas crianças, afinal o nosso futuro e País está nas mãos dessa nova geração"



MUITO ALÉM DE UMA PORTA -Texto: Dr. Içami Tiba (Psicoterapeuta).



Se você encontrar uma porta à sua frente, poderá abri-la ou não. Se você abrir a porta, poderá ou não entrar em uma nova sala. Para entrar, você vai ter que vencer a dúvida, o titubeio ou o medo. Se você venceu, você deu um grande passo: nesta sala vive-se. Mas também tem um preço: são inúmeras as outras portas que você descobre. O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta. A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em acertos, quando, com eles, se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno. A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobre-se outras tantas portas. A vida enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas.Ela privilegia quem descobre seus segredos, e generosamente oferece afortunadas portas. Mas a vida também pode ser dura e severa: se você não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela sua frente. É a repetição perante a criação. É a monotonia cromática perante o arco-íris. É a estagnação da vida. Para a vida, as portas não são obstáculos, são apenas diferentes passagens.








sexta-feira, 16 de abril de 2010

REFLEXÃO : CAIXA DE FERRAMENTAS

Escrito por Rubem Alves em Educação dos Sentidos.


Caixa de ferramentas

  Resumindo: são duas, apenas duas, as tarefas da educação. Como acho que as explicações conceituais são difíceis de aprender e fáceis de esquecer, eu caminho sempre pelo caminho dos poetas, que é o caminho das imagens. Uma boa imagem é inesquecível. Assim, ao invés de explicar o que disse, vou mostrar o que disse por meio de uma imagem.


  O corpo carrega duas caixas. Na mão direita, mão da destreza e do trabalho, ele leva uma caixa de ferramentas. E na mão esquerda, mão do coração, ele leva uma caixa de brinquedos.
[..] assim, diante da caixa de ferramentas, o professor tem de se perguntar: “Isso que estou ensinando é ferramenta para quê? De que forma pode ser usado? Em que aumenta a competência de meus alunos para viver a sua vida?” se não houver respostas, pode-se estar certo de uma coisa: ferramenta não é.
Mas uma outra caixa, na mão esquerda, a mão do coração. Essa caixa está cheia de coisas que não servem para nada. Inúteis. Lá estão um livro de poemas de Cecília Meireles, a “Valsinha”, do Chico, um cheiro de jasmim, um quadro de Monet, um vento no rosto, uma sonata de Mozart, o riso de uma criança, um saco de bolas de gude... Coisas inúteis. E, no entanto, elas nos fazem sorri. E não é para isso que se educa? Para que nossos filhos saibam sorrir. ALVES (2005, p.9-12).
 
  Qual a escola que queremos?

Nenhum comentário:

Postar um comentário