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Esse espaço foi criado para que possamos divulgar nossos trabalhos e de outros profissionais, trocar experiências, dar nossas opiniões, questionar, refletir, criticar e buscar soluções aos problemas enfrentados hoje no contexto escolar. "Devemos juntos cuidar de nossas crianças, afinal o nosso futuro e País está nas mãos dessa nova geração"



MUITO ALÉM DE UMA PORTA -Texto: Dr. Içami Tiba (Psicoterapeuta).



Se você encontrar uma porta à sua frente, poderá abri-la ou não. Se você abrir a porta, poderá ou não entrar em uma nova sala. Para entrar, você vai ter que vencer a dúvida, o titubeio ou o medo. Se você venceu, você deu um grande passo: nesta sala vive-se. Mas também tem um preço: são inúmeras as outras portas que você descobre. O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta. A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em acertos, quando, com eles, se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno. A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobre-se outras tantas portas. A vida enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas.Ela privilegia quem descobre seus segredos, e generosamente oferece afortunadas portas. Mas a vida também pode ser dura e severa: se você não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela sua frente. É a repetição perante a criação. É a monotonia cromática perante o arco-íris. É a estagnação da vida. Para a vida, as portas não são obstáculos, são apenas diferentes passagens.








quarta-feira, 7 de abril de 2010

RESULTADO DE UMA PESQUISA REALIZADA ENTRE OS ALUNOS DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE ENSINO

PESQUISA SOBRE OS MAIORES PROBLEMAS DETECTADOS ENTRE CRIANÇAS E JOVENS NAS ESCOLAS MUNICIPAIS - Lucimar B. Ferraz – Psicóloga Educação

Realizei uma Pesquisa com 56 crianças que estavam apresentando problemas de Aprendizagem, sendo estas oriundas de todas as Escolas Municipais e encontravam-se em Acompanhamento Psicológico.
Segundo a Pesquisa, podemos constatar que : Os Problemas estavam mais concentrados nas faixas estarias entre 4 anos à 12 anos de idade, com percentual de 63%; em segundo lugar estavam os da faixa etária acima dos 12 anos de idade, com percentual de 27% e por fim os da faixa etária de até 3 anos de idade e 11 meses, com percentual de 10%.Sendo 73% do sexo masculino e 27 do sexo feminino.
Com relação a estrutura familiar, constatamos que 41 residem com os avós; 37% com pais separados(possuem padrasto ou madrasta); 6% com outros, sendo pais adotivos ou outros membros da família e apenas 16% moram com seus pais. Pela quantidade de crianças pesquisadas, esse é um dado alarmante, visto que a questão familiar é o “pilar” principal na educação da criança. Os primeiros ensinamentos vêm de casa, dos pais principalmente. Porém muitas dessas crianças são filhos (as) de adolescentes, que não possuem maturidade emocional para “cuidar e educar” essas crianças, vivem relacionamentos instáveis onde muitas vezes tem 3 filhos de pais distintos. E quem acaba por assumir essas crianças são as avós.
Já na segunda questão podemos diagnosticar que a maioria dos problemas de aprendizagem, estão relacionados as questões Emocionais, com um percentual de 55%; em seguida temos os problemas decorrentes de indisciplina e comportamento hostil, com 15%; os de ordem neurológica ou psiquiátrica, 10% e os relativos a dificuldades de aprendizagem na parte de raciocínio lógico, problemas na fala, problemas auditivos, problemas visuais ou problemas na interpretação de textos, com 20%.
Percebemos que a uma grande lacuna e que traz graves problemas no processo Ensino-aprendizagem, que é a questão da participação, ou melhor, de um maior comprometimento dos familiares na educação dessas crianças. Observamos que muitos pais levam seus filhos para a Escola para serem educados em todas as áreas. Mas fica o meu questionamento e até mesmo certa indignação nessa “apatia” e ausência de “afetividade” e amor desses pais por seus filhos.
São muitas as queixas de pais e educadores que não conseguem “dar conta” de uma criança, dizem que são agressivos, dispersivos, não têm respeito ao próximo e tantas outras reclamações; porém como podemos cobrar isso de uma criança, se a mesma não teve essa educação em casa. São “filhos do mundo” ou “da rua”. Amadurecem com o sofrimento, com a rejeição, abandono, ausência de regras e de espiritualidade; mas no fundo são apenas crianças assustadas, inseguras e sem perspectiva de futuro.

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