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Esse espaço foi criado para que possamos divulgar nossos trabalhos e de outros profissionais, trocar experiências, dar nossas opiniões, questionar, refletir, criticar e buscar soluções aos problemas enfrentados hoje no contexto escolar. "Devemos juntos cuidar de nossas crianças, afinal o nosso futuro e País está nas mãos dessa nova geração"



MUITO ALÉM DE UMA PORTA -Texto: Dr. Içami Tiba (Psicoterapeuta).



Se você encontrar uma porta à sua frente, poderá abri-la ou não. Se você abrir a porta, poderá ou não entrar em uma nova sala. Para entrar, você vai ter que vencer a dúvida, o titubeio ou o medo. Se você venceu, você deu um grande passo: nesta sala vive-se. Mas também tem um preço: são inúmeras as outras portas que você descobre. O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta. A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em acertos, quando, com eles, se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno. A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobre-se outras tantas portas. A vida enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas.Ela privilegia quem descobre seus segredos, e generosamente oferece afortunadas portas. Mas a vida também pode ser dura e severa: se você não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela sua frente. É a repetição perante a criação. É a monotonia cromática perante o arco-íris. É a estagnação da vida. Para a vida, as portas não são obstáculos, são apenas diferentes passagens.








sexta-feira, 9 de abril de 2010

A IMPORTÂNCIA DO LAZER NA VIDA DOS EDUCADORES

   Atualmente tem aumentado o número de Educadores sofrendo de vários problemas de saúde: hipertensão arterial, depressão, gastrite, dores musculares, problemas de coluna entre tantas outras queixas.Realizei uma Pesquisa entre os Educadores da rede Pública Municipal, cerca de 46 professores, responderam no anonimato algumas questões, dentre elas:  sobre sua saúde; planejamento e organização de suas atividades em sala de aula;relacionamento entre os colegas de trabalho; qual o tempo de atuação como educador e o seu grau de satisfação e por fim o lazer, o que fazem nos períodos de folga, sábados, domingos , feriados e férias.
    Nessa pesquisa podemos observar de forma concreta, que temos um grande número de professores, que estão no seu "limite", estessados, desmotivados, com a saúde debilitada, apresentam dificuldades nos relacionamentos com os colegas (insegurança e muitas fofocas) o que leva os mesmos a darem suas aulas e irem para casa, estão retraídos e desconfiados. Nas dinâmicas realizadas e nos cursos de "Formação", apesar de se trabalhar com todas essas questões, os mesmos continuam a manter a mesma postura ou comportamento auto-destrutivo e egocêntrico.
    Realizam uma carga de trabalho muito "puxada", onde em sua maioria trabalham em todos os períodos(matutino, vespertino e noturno), nos momentos de lazer, cuidam da casa e da família superficialmente. Não demonstram interesse em se divertirem, terem uma vida com mais qualidade e saúde. Viajar, realizar exercícios físicos, cultivar boas amizades, terem uma crença ou fé, ajudaria em muito sua perfomance na sala de aula e na sua vida. "Como poderemos cobrar dos alunos, questões como boa convivência com os coleguinhas, brincadeiras saúdaveis e motivação, se nós mesmos não temos esses comportamentos, se estamos envolvidos em um clima de desânimo,  comodismo, medo ou com o foco só no ganho material".
    A qualidade de vida almejada pelo lazer em seu sentido social, histórico, cultural e político assume, pois, os princípios da qualidade sociocultural, elemento chave na batalha por condições dignas para todos. Assim, o lazer se torna um espaço para a luta contra a exploração e alienação dos sujeitos, procurando desenvolver a consciência reflexiva calcada não somente na realidade concreta, mas também na possibilidade de atuar sobre ela em busca de saídas.

    Segundo o Artigo "Lazer, trabalho e qualidade de vida" de Christiane Luce Gomes Werneck, é fundamental  desenvolver uma educação para (e pelo) lazer que abrace o seu papel multicultural, valorizando o emocional, as realções humanas, a solidariedade e a inter-subjetividade, considerando, ainda, a diversidade cultural e a democratização social na construção de uma educação para todos que enfatize a igualdade mas não elimine as diferenças. Portanto, é necessário alargar espaços para os sonhos, para os desafios e para os riscos que suas realizações impõem. E é justamente o repartir da alegria nesse processo que colabora com a formação de sujeitos lúdicos e com o compromisso do lazer com a promoção da qualidade de vida.
     Deixo aqui minha sugestão: Educadores, vamos viver mais a vida!! cuidar da saúde, viajar, conhecer novas pessoas, ampliar nossos horizontes e nunca deixar de sonhar....



   
  

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