Quando falamos de auto-estima, sempre nos referimos aos adultos, e normalmente nas situações em que somos convidados a dar palestras sobre " O dia da Mulher"; " Para professores " e outras situações...é como se Auto - estima fosse relacionada a questões de : "não ir a um salão de beleza", "não cuidar da aparência"; "ter mau humor"; "apresentar dificuldades de relacionamento" e tantas outras atitudes ou comportamentos. Porém a Auto - estima começa a se desenvolver numa pessoa quando ela é ainda um bebê. Os cuidados e os carinhos vão mostrando a criança que ela é amada e cuidada. Nesse começo de vida, ela está aprendendo como é o mundo a sua volta e, conforme se desenvolve, vai descobrindo seu valor a partir do valor que os outros lhe dão. É quando se forma a auto- estima essencial.
A auto-estima continua a se desenvolver conforme a pessoa se sente segura e capaz de realizar seus desejos e, futuramente suas tarefas. É a auto-estima fundamental. Para os pais, o amor incondicional que sentem pelos filhos está claro, mas para os filhos nem sempre esse amor é tão claro assim.Toda criança se preocupa em agradar à mãe e ao pai e acredita que ao fazer isso estará garantindo o amor deles. Para ela, o sorriso de aprovação dos pais é amor, e a reprovação com um olhar sério ou uma bronca é não-amor. "É importante que fique claro para a criança que, mesmo que a mãe e o pai reprovem determinadas atitudes dela, o amor que sentem por ela não está em jogo".
Para que a criança se sinta amada incondicionalmente e venha se tornar um adulto com Auto - estima, é necessário, acima de tudo, que ela seja respeitada, nesse caso tanto pelos pais, pelos educadores e seu meio social.
Respeitar significa:
• Dar espaço para que tenham seus próprios sentimentos, sem por isso ser julgados ajudando a expressá-los de maneira socialmente aceitável. Não é errado nem feio sentir raiva. O que pode ser reprovado é a expressão inadequada da raiva, como bater em alguém.
• Aceitá-los como são, mesmo que não correspondam às expectativas dos pais. Precisam ter os próprios sonhos, pois não nasceram para realizar os dos pais ou educadores.
• Não os julgar por suas atitudes. Crianças erram muito, pois é assim que aprendem. Mãe e pai podem e devem julgar as atitudes, mas não os filhos. Se a atitude foi egoísta, o que deve ser mostrado é o egoísmo, mas não consagrá lo dizendo “você é muito egoísta’: Frases do tipo “voce é terrível” e “você não tem jeito mesmo” ensinam à criança que ela é egoísta, terrível e não tem jeito mesmo. Portanto, essas ‘qualificações” passam a ser sua identidade. è importante que muitos educadores também tenham esses conceitos em mente, a questão dos rótulos e exposição da criança em público é muito prejudicial. O elogio é fundamental é surte muito mais efeito do que as críticas negativas e os castigos.
O respeito a criança lhe ensina que ela é amada não pelo que faz ou tem, mas pelo simples fato de existir. Sentindo-se amada, ela se sentirá segura para realizar seus desejos. Portanto, deixá-la tentar, errar sem ser julgada, ter seu próprio ritmo, descobrir coisas permite a criança perceber que consegue realizar algumas conquistas. Falhar não significa uma catástrofe afetiva. Assim, a criança vai desenvolvendo a auto-estima, grande responsável por seu crescimento interno, e fortalecendo-se para ser feliz, mesmo que tenha de enfrentar contrariedades.(IÇAMI TIBA - "Quem Ama Educa")

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